quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Nova Política Nacional de Saúde Mental: antecedentes e implementação

  Dr. Quirino Cordeiro Júnior
                                         * Médico Psiquiatra -Coordenador-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da  Saúde (2017-atual)

Em agosto de 2017, a Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde apresentou diagnóstico da antiga Política Política Nacional de Saúde Mental na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), mostrando problemas importantes concernentes à Gestão, Modelo Assistencial e Indicadores de Resultados. 

No que tange à Gestão, o Ministério da Saúde vinha aportando grande quantidade de Recursos Financeiros sem que o mesmo fosse executado. Além disso, haviam problemas importantes de produção e eficiência dos Serviços de Saúde Mental pelo Brasil afora. Em suma, foram identificados incentivos financeiros que não foram utilizados para criação de novos serviços, subnotificação de atendimentos, baixa ocupação de leitos em hospitais gerais (cerca de 15%), irregularidades na avaliação de hospitais psiquiátricos especializados pelo PNASH, denúncias de violação de direitos em SRTs, pacientes que já faleceram recebendo benefícios, obras financiadas e não executadas, serviços inexistentes recebendo financiamento, inconformidades na prestação de contas em convênios realizados com o Ministério, ausência de equipe mínima em um quinto dos CAPS, baixas taxas de matriciamento e atendimento à crise realizados nesses serviços, cursos com baixíssimo conteúdo técnico e alto teor de doutrinação ideológica. 

Sobre o Modelo Assistencial, a desassistência era a tônica do processo. Com a não-inclusão dos Ambulatórios na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), tais Serviços passaram a não ser mais financiados pelo Governo Federal e, consequentemente, fechados. Tal situação levou a grande desassistência comunitária em Saúde Mental, já que os Ambulatórios são resolutivos e capazes de realizar grande volume de atendimento, contemplando a demanda assistencial especializada dos pacientes. Outro grande problema do antigo modelo assistencial era a ausência dos Hospitais Psiquiátricos na RAPS, com o consequente fechamento indiscriminado desses Serviços. Esse cenário levou a consequências nefastas na atenção aos pacientes que apresentam transtornos mentais graves agudizados. 

Em decorrência dos graves problemas apresentados acima, os péssimos Indicadores de Resultados da antiga Política Nacional de Saúde Mental eram patentes: crescimento das taxas de suicídio no país nos últimos 15 anos; aumento de indivíduos com transtornos mentais graves em situação de rua; encarceramento de pacientes com transtornos mentais graves; aumento da mortalidade de tais pacientes; superlotação de serviços de emergência com pacientes aguardando vaga para internação; aumento do uso de drogas e dependência química no país; expansão das Cracolândias na maioria das cidades brasileiras; aumento de pacientes afastados pela Previdência Social, principalmente por depressão e dependência ao crack. 

Assim sendo, diante desse grave diagnóstico e das consequências devastadoras para pacientes e seus familiares no Brasil, os Gestores do SUS pactuaram e publicaram, em dezembro de 2018, a “Nova Política Nacional de Saúde Mental” (Resolução CIT No. 32/2017 e Portaria No. 3.588/2017), com o objetivo de torná-la mais acessível, eficaz, resolutiva e humanizada. O objetivo é fazer com que pacientes, dos casos menos complexos aos mais graves, tenham acesso a tratamento efetivo no SUS.

A “Nova Política Nacional de Saúde Mental” contou com o apoio de mais de 70 entidades, dentre elas de representação de pacientes e familiares, gestores, profissionais de saúde, acadêmicas. 

A Política Nacional de Saúde Mental compreende as estratégias e diretrizes adotadas pelo país com o objetivo de organizar a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em Saúde Mental. 

Dentro das diretrizes do SUS, propõe-se a implantação de uma Rede de serviços aos usuários que seja plural, com diferentes graus de complexidade e que promovam assistência integral para diferentes demandas, desde as mais simples às mais complexas/graves. As abordagens e condutas devem ser baseadas em evidências científicas. 

A construção de uma Rede de assistência segura, eficaz e humanizada às pessoas com transtornos mentais tem sido um processo contínuo. 

A RAPS foi ampliada e passa a contar com hospitais psiquiátricos especializados, hospitais-dia, unidades ambulatoriais e CAPS IV AD, além dos antigos serviços já existentes, com o objetivo de ofertar uma variedade de cuidados, que possam dar conta das diferentes necessidades dos pacientes. As ações foram construídas conjuntamente entre os gestores do SUS e cerca de 70 entidades, todas conhecedoras da realidade da saúde mental no país.

A RAPS passa a ser formada pelos seguintes pontos de atenção (Serviços):
- CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), em suas diferentes modalidades
- Serviço Residencial Terapêutico (SRT) 
- Unidade de Acolhimento (adulto e infanto-juvenil)
- Enfermarias Especializadas em Hospital Geral
- Hospital Psiquiátrico
- Hospital-Dia
- Atenção Básica
- Urgência e Emergência
- Comunidades Terapêuticas
- Ambulatório Multiprofissional de Saúde Mental

Nas novas ações do Ministério da Saúde, as SRTs também passam a acolher pacientes com transtornos metais em outras situações de vulnerabilidade, como aqueles que vivem nas ruas. 

Outro ponto é levar o poder público às áreas de maior vulnerabilidade social e promover o atendimento mais próximo do cidadão: foi criada nova modalidade de CAPS (IV AD) para funcionar 24 horas nas regiões de cracolândias.

Além disso, o atendimento ambulatorial também passa a ser incentivado. Para tanto, o Ministério começa a custear equipes multiprofissionais especializadas em saúde mental para atuar em ambulatórios, de maneira integrada à atenção básica e aos CAPS, ocupando um vazio assistencial que existia na RAPS. As Equipes Multiprofissionais para atendimento Ambulatorial poderão ser alocadas em Clínicas e Ambulatórios, bem como em Hospitais. 

Outro grave problema a ser enfrentado é a falta de leitos psiquiátricos especializados e atendimento qualificado nos Hospitais. A partir de agora, para a internação de pacientes em decorrência de transtornos mentais agudizados em Hospitais Gerais, será exigida a presença de equipe multiprofissional em enfermarias especializadas, o que dará maior eficiência e qualidade no tratamento dos pacientes. Além disso, após nove anos, o valor pago pelas internações em Hospitais Psiquiátricos foi reajustado, medida que visa garantir atendimento adequado nas internações indicadas. Os Hospitais Psiquiátricos também poderão participar do Incentivo Financeiro do Programa 100% SUS, direito que lhes era negado. Ademais, as ações da “Nova Política Nacional de Saúde Mental” não será mais sinônimo de fechamento de leitos e de hospitais psiquiátricos. O Brasil conta hoje com uma cobertura deficitária nesta modalidade assistencial. Somando leitos em hospitais psiquiátricos especializados e aqueles em hospitais gerais, temos cerca de 0,11 leito por 1.000 habitantes, quando o preconizado pelo próprio Ministério seria de 0,45 por 1.000 habitantes. Este índice está bem abaixo da média de cobertura dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo reconhecidos impactos negativos quando o índice fica abaixo de 0,30 por 1.000 habitantes. O Ministério está buscando corrigir este déficit.

Sobre as comunidades terapêuticas, de apoio à recuperação de usuários de drogas, foi criado um grupo de trabalho interministerial, com membros dos Ministérios da Saúde, Justiça, Trabalho e Desenvolvimento Social, para estabelecer critérios para o funcionamento, expansão e financiamento desses serviços. O objetivo é garantir o acompanhamento do poder público, promovendo a oferta de cuidado de qualidade aos pacientes com dependência química acolhidos nessas entidades. No ano de 2018, o Governo Federal triplicou o número de vagas para acolhimento aos pacientes com dependência química. Com essa medida, a expectativa é acolher mais de 27.000 pacientes em um ano.

Todas essas medidas atendem a anseios de movimentos sociais, aos desafios enfrentados diariamente por profissionais da RAPS e às necessidades apontadas no diagnóstico inédito feito pelo Ministério da Saúde. 

Juntamente com a expansão da assistência, o Ministério da Saúde passa a aprimorar o monitoramento e acompanhamento da Política, bem como estabelecer diretrizes e protocolos de assistência para que o atendimento aos pacientes acompanhados na RAPS seja embasada em evidências científicas. Passa-se a trabalhar para oferecer tratamento de qualidade, com respeito ao dinheiro público.

Além das ações assistenciais, o Ministério da Saúde também começa a atuar com maior vigor na esfera da prevenção. Na frente de dependência química, o Ministério da Saúde passa a ajustar e fazer novos estudos dos Programas que vinham em curso até o presente momento. Isso, pois os estudos conduzidos a partir da aplicação desses Programas mostraram resultados bastante insatisfatórios, sendo que um deles chegou a causar ação iatrogênica. No que tange à prevenção do suicídio, o Ministério da Saúde lançou, em setembro de 2017, ações estratégicas nessa área. Publicou o primeiro relatório epidemiológico sobre o tema no país. Fez oficinas com a Imprensa para discutir e orientar sobre o tema. Além disso, o Ministério vai repassar recursos financeiros para os seis Estados com as maiores taxas de suicídio no país para a realização de planos locais de prevenção.

Ainda como parte das ações de prevenção, foi realizado convênio, em março de 2017, com o Centro de Valorização da Vida (CVV). Por meio dele, as ligações ao CVV deixaram de ser tarifadas, o que levou a grande aumento na demanda. Para dar conta dessa nova realidade, o Ministério aportou recurso financeiro para que a entidade passe a se organizar nesse novo contexto. O Ministério da Saúde também passa a ter ações prioritárias de prevenção ao suicídio em nos seis Estados do país com maiores de tais ocorrências, a saber, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Roraima e Piauí. O Governo Federal liberou R$ 1.440.000,00 para a realização de ações de prevenção ao suicídio nesses Estados, que ocorrerão por meio de trabalho em conjunto com os territórios, levando-se em consideração as especificidades locais.

No início deste ano de 2018, ocorreram também mudanças nas diretrizes da Política Nacional sobre Drogas (Resolução CONAD No 1/2018), com o objetivo de promover ações que façam frente às graves demandas sociais relacionadas ao crescente uso de álcool e outras drogas no país. Abaixo, seguem as principais mudanças apresentadas na Resolução do CONAD: 
- Alinhamento entre a Política Nacional sobre Drogas e a recém-publicada Política Nacional de Saúde Mental;
- Ações de Prevenção, Promoção à Saúde e Tratamento passam a ser baseadas em evidências científicas;
- Posição contrária à legalização das Drogas;
- Estratégias de tratamento não devem se basear apenas em Redução de Danos, mas também em ações de Promoção de Abstinência, Suporte Social e Promoção da Saúde;
- Fomento à pesquisa deve se dar de forma equânime, garantindo a participação de pesquisadores de diferentes correntes de pensamento e atuação;
- Ações Intersetoriais;
- Apoio aos pacientes e familiares em articulação com Grupos, Associações e Entidades da Sociedade Civil, incluindo as Comunidades Terapêuticas;
- Modificação dos documentos legais de orientação sobre a Política Nacional sobre Drogas, destinados aos parceiros governamentais, profissionais da saúde e população em geral;
- Atualização da posição do Governo brasileiro nos foros internacionais, seguindo a presente Resolução.

É importante ressaltar que as mudanças nas Políticas descritas acima foram realizadas em obediência à Lei 10.206/2001, que redirecionou o modelo da assistência psiquiátrica no Brasil e estabeleceu direitos dos portadores de transtornos mentais. Vale lembrar aqui que é direito do paciente “ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades”, de acordo com a Lei, mostrando a necessidade de se ofertar tratamento aos pacientes, de acordo com suas necessidades, e complexidade de seu caso clínico. Diante disso, a RAPS foi ampliada, com a inclusão de novos pontos de atenção, com o objetivo de ser mais estruturada e equilibrada na oferta de tratamento e cuidado aos pacientes e seus familiares. Seguiram-se orientações das melhores práticas nacionais e internacionais para o atendimento do indivíduo que apresenta transtorno mental, bem como de seus familiares. “A atenção equilibrada é essencialmente comunitária, mas os hospitais têm um importante papel de retaguarda... É importante coordenar os esforços de uma diversidade de serviços de saúde mental” (Thornicroft & Tansella, 2008).

Vale frisar que não há qualquer motivo para privar o paciente com transtorno mental de uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) potente, poliárquica, com serviços de diferentes níveis de complexidade integrados e articulados. Assim sendo, não há nenhuma evidência, por exemplo, de que Ambulatórios Multiprofissionais, Hospitais-Dia e Hospitais Psiquiátricos devam ser excluídos da RAPS, em nenhum lugar do mundo. Basta estudar os Sistemas Públicos de Saúde Mental do Canadá (“British Columbia Mental Health Services”), Austrália (“Australian Mental Health Service Organisations”), França (Relatório Sumário - Saúde Mental na França - OMS), Alemanha (Brochura sobre o Sistema de Saúde Alemão - OMS) e Reino Unido (“National Health Services - UK - South London and Maudsley Trust”), por exemplo. Ou atentar para como organizamos outras áreas da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), como cardiologia, ortopedia ou oncologia. Os Serviços devem, sim, seguir os princípios básicos de legalidade, ética, atendimento humanizado, qualidade e de atendimento baseado em evidências. Devem as três esferas de Governo atuar de forma orientadora e fiscalizadora, garantindo o seguimento das normativas vigentes. Os Serviços devem sempre ser regulados, fiscalizados e melhorados.

É importante ressaltar que a RAPS está sendo expandida e fortalecida, sem prejuízo de nenhum de seus componentes. 

Novos componentes da RAPS, qualificação técnica dos Serviços e dos profissionais, incorporação das melhores práticas e melhora da retaguarda para crises são medidas a favor dos pacientes e suas famílias e contra a cronificação, o desamparo, o abandono, o encarceramento e a morte precoce, ou seja, em defesa dos Direitos Humanos. Em última análise, são os portadores de transtornos mentais e suas famílias os principais interessados e afetados pela falta de recursos, falta de vagas assistenciais de qualidade e falta de uma Rede que contemple de fato as diferentes necessidades e cenários existentes na Saúde Mental.

Assim, as novas ações ocorrem em defesa do SUS, do cidadão e de seu direito a um atendimento efetivo, humanizado e de qualidade em saúde mental. O SUS passa a oferecer uma rede assistencial equilibrada, ofertando tratamento, de acordo com as necessidades dos pacientes. Assim, a política pública passa a se adequar às demandas dos pacientes, e não o contrário.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Síndrome de Burnout: Quando o esgotamento profissional vira doença

Trabalhar constantemente em ritmo de estresse excessivo, com pressão psicológica e muitas responsabilidades faz parte da sua rotina? Se sim, tenha cuidado. Uma vida profissional desgastante e sobrecarregada pode evoluir para problemas psicológicos, como a Síndrome de Burnout.
O termo “burnout" vem do inglês e significa literalmente "esgotamento". A Síndrome de Burnout se trata de um esgotamento físico e mental intenso, com causas ligadas diretamente à vida profissional. É como se os estados físico e mental se rendessem à exaustão, entrando em colapso.
Fernanda Benquerer, médica psiquiatra da Diretoria de Serviços de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, explica que o diagnóstico da doença acontece, principalmente, identificando três características. “São três aspectos principais que devem ser observados: esgotamento emocional, distanciamento afetivo e perda de sentido de realização profissional. Normalmente, os profissionais de saúde são os mais afetados pela Síndrome de Burnout, mas outras profissões também estão bastante suscetíveis a ter esse tipo de doença, como profissionais de comunicação e professores. Porém, vale lembrar que qualquer profissional pode apresentar esse tipo de doença”, esclarece.

Chegando ao limite

Wilbert Acioli, 29 anos, é um dos profissionais que teve sua vida completamente modificada pela Síndrome de Burnout. As mudanças foram surgindo com o tempo e afetaram a vida dele em todos os aspectos.
“Minha cabeça não descansava e eu pensava em trabalho o dia todo. Eu tinha acúmulo de funções e não aguentava mais a rotina. Aumentei muito o consumo de bebidas alcoólicas. Precisava beber para conseguir dormir. Era como se o álcool servisse para anestesiar aquela realidade”, lembra. Contudo, isso só piorou a situação.
Wilbert começou a perceber que o que estava acontecendo não era uma situação normal, mas só se deu conta da gravidade quando foi parar no hospital. “Um dia, voltando para casa do trabalho, comecei a ter sintomas de ansiedade e pensei que estava tendo um infarto. Quando cheguei no atendimento, escutei do médico que possivelmente eu estava com a Síndrome de Burnout. Até aquele momento, eu nunca tinha ouvido falar na doença, mas me identifiquei muito com o que ele me explicou sobre a síndrome”, relata. Amigos próximos e familiares podem ser bons pilares no início, ajudando a pessoa a reconhecer sinais de que precisa de ajuda.
Depois do período de descanso indicado pelos médicos, Wilbert retornou ao trabalho de consultor de viagens. Contudo, não conseguia mais viver naquela rotina. “Eu avisei aos meus diretores que não aguentava mais e eles decidiram me dar férias. Mas eu não conseguia me desligar daquilo. Lembro que quando eu estava trabalhando, meu único momento de tranquilidade era na sexta à noite, depois do trabalho. Mas, no sábado pela manhã eu já me preocupava com o trabalho novamente. Não conseguia me desligar daquilo de nenhuma forma, nem mesmo nas férias. Então, eu pedi demissão e a empresa acabou me demitindo, para facilitar o processo”, explica.

Tratamento

Ter apoio profissional foi fundamental para o sucesso no tratamento de Wilbert. “Quando cheguei ao psicólogo, ele me explicou melhor sobre a síndrome e me disse que se eu continuasse forçando a barra poderia começar a ter pensamentos suicidas. Na realidade, eu já tinha tido pensamentos assim, a vontade era acabar com a dor. Com ajuda dele, eu consegui encontrar um trabalho que pudesse me dar felicidade e tranquilidade. Hoje eu trabalho como coach e direcionei minha vida para ajudar as pessoas, inclusive, para evitar que passem pelo o que eu passei”, celebra.
Fernanda Benquerer, explica que o tratamento da Síndrome de Burnout é feito sobretudo com psicoterapia e medicação para os sintomas. “O tratamento é realizado de acordo com o que a pessoa está sentindo no momento, o que pode variar muito. Normalmente, são utilizados medicamentos para tratar a ansiedade, depressão e insônia, quando é necessário. Além disso, o acompanhamento com um psicólogo é essencial”, esclarece.
O tratamento para problemas relacionados a transtornos mentais é oferecido de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), responsável pelo primeiro atendimento ao paciente, e o caso será encaminhado aos centros especializados para cada tipo de atendimento.
Por fim, Wilbert deixa uma mensagem para todos que acreditem estar sofrendo com a doença. "Não force a barra, Burnout é coisa séria. Você não é o que pensa ser neste momento complexo, apenas porque se tornou improdutivo ou tudo parece mais difícil de ser feito. A Síndrome de Burnout te torna assim. Procure um especialista", aconselha.

Como prevenir a Síndrome de Burnout?

A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são estratégicas que dimunuam o estresse e a pressão no trabalho. Condutas saudáveis evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a tratar sinais e sintomas logo no início.
7 dicas para prevenir a Síndrome de Burnout são:
- Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal.
- Participe de atividades de lazer com amigos e familiares.
- Faça atividades que "fujam" à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema.
- Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo.
- Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc.
- Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental.
- Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.


Janaina Bolonezi, para o Blog da Saúde. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Visita ao Museu Câmara Cascudo marca semana de pacientes do HPPSL


Como diria Leonardo da Vinci, “O conhecimento torna a alma jovem”, conhecimento do qual o Hospital Professor Severino Lopes busca promover aos pacientes em processo de tratamento e melhor qualidade de vida. Em busca do alcance deste objetivo, pacientes visitaram o Museu Câmara Cascudo (MCC) na tarde da última quarta-feira (24), com a missão de proporcionar aprendizagem e o contato com o público externo.

O passeio contou com a interação entre a guia da Instituição e os pacientes, onde foi apresentado os tipos de fósseis, esqueletos, esculturas, e entre outros elementos do museu. Ainda, durante o percurso, a guia explicava aos visitantes a relação entre seres vivos e sua origem, através do histórico e conhecimento dos acervos.

Para o professor de educação física do Severino Lopes, Ilton Alves, as visitas a pontos turísticos estimulam a ressocialização e reinserção dos pacientes na sociedade. “Estes passeios, além de promover mais conhecimento, desperta a autoestima e hábitos da vida diária, ao mesmo tempo que incentiva a reintegração no convívio social”, declara. O professor ressaltou, inclusive, a importância da presença dos pacientes nas atividades externas, auxiliando na recuperação e reabilitação.

O museu

O Câmara Cascudo é um órgão suplementar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de uma unidade de preservação, conservação e divulgação das Ciências Naturais e Antropologia, que tem por finalidade o ensino, a pesquisa e a extensão. Atualmente o acervo é rico e formado, principalmente, por coleções antropológicas, arqueológicas, geológicas e paleontológicas e serve de suporte ao desenvolvimento e a atualização das atividades científicas e pedagógicas do estado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Dia Mundial da Saúde Mental é comemorado com caminhada nesta quarta-feira(10)


Pacientes do Hospital Severino Lopes, juntamente com profissionais de saúde vão às ruas nesta manhã de quarta-feira(10), Dia Mundial da Saúde Mental numa caminhada até a Cidade da Criança. A Caminhada está marcada para iniciar às 9h, com concentração na frente do Hospital localizado na Av. Romualdo Galvão, e pretende chamar a atenção da sociedade para a problemática da área e a importância de cuidarmos melhor da nossa saúde mental.

Para a assistente social, Augivanda Guedes, é extremamente importante atividades como a Caminhada para que a comunidade possa conhecer e apoiar o trabalho desenvolvido pela instituição de reinserção social, desmistificar o tratamento saúde mental vendo que ele abrange vários aspectos e não é apenas o tratamento medicamentoso, mas que existem atividades externas que colaboram com a melhoria do nosso equilíbrio psíquico. É um evento que envolve também a família, a comunidade e tudo isso contribui para a melhoria da saúde do individuo. "É importante que todos parem um pouco nesse dia e avaliem como está a saúde mental, pois a saúde mental é um das áreas nas quais mais crescem os índices de adoecimento devido ao estresse da vida moderna", lembrou a assistente social.

Acompanharão a caminhada a equipe do hospital composta por psicólogos, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, musicoterapeutas, enfermeiros e médicos.

Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria os transtornos mentais são reais, diagnosticáveis, comuns e universais. Se não tratados, podem produzir sofrimento e graves limitações nos indivíduos, além de perdas econômicas e sociais. Prevenção e tratamento são possíveis, mas muitas pessoas não são corretamente diagnosticadas e tratadas.

Uma política nacional bem definida e programas de promoção de saúde mental e controle dos referidos transtornos são soluções plausíveis e eficazes para a população. Em inúmeras regiões do Brasil, já não são mais as doenças infecciosas os maiores problemas sanitários. As doenças crônico-degenerativas e as mentais representam o maior fardo social e econômico, segundo estudos da OMS.



A Data
O Dia 10 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Saúde Mental. A data foi criada em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde mental uma prioridade e defende que a questão da saúde mental não é estritamente um problema de saúde.


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Hospital Severino Lopes promove caminhada em apoio ao Setembro Amarelo

Em parceria com a Associação dos Amigos e Familiares dos Doentes Mentais (AFDM/RN), o Hospital Psiquiátrico Severino Lopes promoveu, na última terça-feira (11), ações à favor da Campanha Setembro Amarelo em prol da conscientização à prevenção do suicídio. Com o intuito de chamar a atenção da sociedade para um assunto tão sério e ainda, atualmente, pouco falado, a equipe e pacientes do HPPSL foram às ruas mostrar que com o apoio e solidariedade podemos evitar que mais casos de mortes aconteçam.

Com destino ao Parque das Dunas, os pacientes expressaram emoções através de músicas, poemas e depoimentos pessoais, além de exercícios físicos e da dança, conduzido pelo profissional de educação física Ilton Alves e a pedagoga Aldenira Aprigio. Para Aldenira ações como estas devem ser praticadas durante todo o ano, a fim de evidenciar a valorização da vida. “Não façam vista grossa quando se deparar com alguém nesta situação. Procure escutar, oferecer assistência, seja ela profissional ou pessoal, em especial as famílias, pois até mesmo um abraço pode mudar o rumo do caminho de uma vida humana,’’ ressaltou a pedagoga.  

A volta para o Hospital foi com o sentimento de dever cumprido, após uma manhã de benefícios para aqueles que realmente precisavam de um momento como este. O grande recado que podemos deixar é de que, as dificuldades sempre irão existir, mas é possível estender a mão e oferecer apoio diariamente.

A campanha

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito desta realidade no Brasil e no mundo. A campanha ocorre desde março de 2015, por meio da identificação amarela em locais públicos e particulares, e ampla divulgação de informações.

Durante todo o mês de setembro, ações são realizadas a fim de sensibilizar a população e os profissionais da área para os sintomas desse problema e para a saúde mental, fazendo-os entender que isso também é uma questão de saúde pública. Infelizmente para muitos, o suicídio ainda não é visto como um problema de saúde pública, mas sim uma espécie de fraqueza de conduta ou personalidade.

Se você precisa de ajuda ou conhece alguém que necessita de apoio profissional, ligue 188 - Centro de Valorização da Vida (CCV). O CCV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas, todos os dias.







                                                                                      

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Atendimentos gratuitos para população, caminhada e palestras marcam Setembro Amarelo no Hospital Severino Lopes


Como já está se tornando tradição, o Hospital Psiquiátrico Professor Severino Lopes(HPPSL), antiga Casa de Saúde de Natal, está lançando mais um ano da campanha #setembroAmarelo – mês de prevenção do suicídio “Ação pela Vida”, com atendimentos de psiquiatras, nutricionistas, psicólogos, gratuitamente, voltado para pessoas que estão com pensamento de suicídio.
Os atendimentos serão agendados conforme a disponibilidade de vagas do dia. Os interessados deverão entrar em contato através do telefone (84)3026-4855. A campanha tem como objetivo a prevenção e orientação para o tratamento e chama a atenção para a importância de se observar os sinais de alerta e procurar a ajuda de um especialista.

Caminhada
Para chamar a atenção de todos para a importância da prevenção ao suicídio, o HPPSL juntamente com a Associação de Amigos e Familiares dos Doentes Mentais, está promovendo, também, uma caminhada até o Parque das Dunas, nesta terça-feira(11).  A saída da caminhada está marcada para às 9h em frente do Hospital na av Romualdo Galvão.
A caminhada objetiva enfatizar os sinais e frases de alerta e a necessidade de se procurar ajuda especializada.
O evento é aberto ao público e todos podem celebrar a vida colorindo de amarelo as ruas de Natal com o Hospital Severino Lopes. Durante todo o percurso serão feitos alertas para a necessidade de combater o problema.

Venda de Camisetas
Hospital venderá camisas para auxiliar na estruturação da Associação de Familiares e Amigos dos Doentes Mentais
Para caminhada do dia 11 e para aqueles que estiverem querendo aderir à campanha através da aquisição de camisetas, o Hospital está vendendo camisetas a partir dessa segunda-feira(10), na recepção da instituição. O dinheiro arrecadado será revertido para a estruturação da Associação de Amigos e Familiares dos Doentes Mentais do RN.

Setembro Amarelo
O movimento do Setembro Amarelo é mundial e é realizado no Brasil – que é o oitavo país do mundo em número de suicídios – desde 2014.
São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no mundo, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida, sendo a grande maioria homens entre 25 e 34 anos, além disso, o suicídio é considerado a 15ª causa que mais mata a nível mundial. A OMS afirma também que 90% dos casos poderiam ser prevenidos.​

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

HPPSL promove ações em Combate ao Tabagismo


Em prol da conscientização ao Dia do Combate ao Fumo, o Hospital Severino Lopes promoveu ações nesta quarta-feira (29) com o objetivo de educar e reeducar o corpo, por meio de exercícios físicos, práticas saudáveis, dança e alongamento. Além da interação dos pacientes, foi possível também esclarecer os riscos prejudiciais que o cigarro ocasiona na saúde e no bem-estar.

O educador-físico, Ilton Alves, explica que as ações foram voltadas para todos os participantes, incluindo os funcionários, com a finalidade de avaliar os movimentos, mobilidade, coordenação e condição física de cada um. “Quem estava presente no circuito sentiu a necessidade da presença da educação física no seu dia-a-dia, pois o principal objetivo do nosso trabalho é desenvolver uma melhor qualidade de vida e lazer aos pacientes”, afirma o educador.

Além das ações, são realizadas caminhadas duas vezes por semana com destino ao Parque da Criança, utilizadas como uma alternativa significativa no tratamento de quadros de depressão e também na melhora da autoestima. Ainda, favorece positivamente o sono, e contribui no controle da ansiedade e do estresse.

História

Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado anualmente em 29 de agosto, a fim de reforçar ações nacionais que sensibilizem a sociedade sobre os prejuízos que o tabaco pode acarretar, seja socialmente, economicamente, ambientalmente e, principalmente, à saúde das pessoas.

Esta é uma preocupação grande no país, visto que o câncer de pulmão é dos tipos de tumores que mais mata no Brasil. Além disso, o tabaco também é responsável por outros males, como a infertilidade masculina, a impotência sexual, derrame cerebral, enfisema, bronquite, doenças do coração, etc. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. No Brasil, a estimativa é que aproximadamente 200 mil pessoas morram todos os anos em decorrência do fumo. No mundo, este supera 5 milhões de pessoas que morrem por causa do cigarro.








  

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

HPPSL comemora o Dia dos Pais com sucessos de Roberto Carlos e Elys Regina




O mês de agosto chegou e trouxe com ele o grande dia daqueles que, são o sinônimo do companheirismo e amor em nossas vidas. O dia dos pais é um dia especial e o Severino Lopes não poderia deixar de homenagear os pacientes que além de serem filhos, muitos já são pais e vivenciam desta grande experiência. Com o objetivo de promover um momento de pais e filhos, a equipe HPPSL colaborou para tudo saísse perfeito. A partir disso as comemorações foram divididas em dois momentos, sendo um voltado para os pacientes que são pais, e o outro para toda a Instituição.
Na última quarta-feira (8) os pacientes participaram de uma gincana recheada de brincadeiras com cheiro de infância, coordenada pela equipe de pedagogia e pelo setor de musicoterapia. A finalidade foi gerar um sentimento de criança dentro dos que já são pais, para que relembrem o quão bom é compartilhar de momentos como esse ao lado daqueles que são nossos filhos. Além das brincadeiras, o paciente ganhador de cada atividade recreativa recebia um brinde ao final da competição.

No dia seguinte, quinta-feira (10), foi a vez dos pacientes comemorarem ao lado dos familiares a festa que o Severino Lopes organizou. O evento contou com um tributo aos pais, apresentados por um grupo de pacientes que ensaiaram ao longo de duas semanas, conduzidos pelo Musicoterapeuta Eduardo Fábian e as Pedagogas Sonally Guedes e Aldenira Aprígio. O tributo presentou os pais com os grandes sucessos de Roberto Carlos, Raul Seixas, Nelson Gonçalves, Elys Regina, entre outros, além da leitura de um poema escrito pela paciente Raquel Torres, que emocionou a todos que estavam presentes. A festa encerrou com o bingo, além da distribuição de diversos brindes aos ganhadores e a entrega de uma cesta básica, sorteada pelo Hospital.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Hospital Psiquiátrico possibilita novas experiências a pacientes com documentário musical


“Incrivelmente enriquecedor, culturalmente rico!”, foram as palavras da paciente Raquel Torres, que resumiu de forma clara o que foi a atração “60! Década de arromba”, ocorrido na última sexta-feira (6), no Teatro Riachuelo.

        A ida ao teatro assistir ao Documentário Musical foi proporcionada pelo Hospital Psiquiátrico Professor Severino Lopes, por meio de doação da Rede de Entretenimento LTDA - ME, em contrapartida social do projeto Pronac. O espetáculo, estrelado pela Cantora Wanderléa, ícone do movimento Jovem Guarda, proporcionou aos pacientes uma noite fantástica de muito entretenimento e cultura.  


      Para Raquel Torres, paciente do HPPSL, eventos culturais são de suma importância para o tratamento. “É fundamental para aqueles que estão em reabilitação, pois nos tira de um ambiente de internação para um momento de aprendizagem e entretenimento cultural. O evento foi fantástico!”, declarou Raquel. Ainda, a paciente Raissa Damasceno, também presente no teatro, complementou ressaltando que o espetáculo gerou mais conhecimento histórico para todos, não apenas na cultura musical nacional, mas também internacional, apresentando sucessos como The Beatles e Elvis Presley.

      Durante todo o passeio os pacientes foram acompanhados pelos Enfermeiros Luis Augusto, Fabiana Cíntia, e outros 6 técnicos de enfermagem. A auxiliar em Praxiterapia, Noraide Maria, que também acompanhou o espetáculo, agradeceu a oportunidade de renovar a experiência no trabalho com os pacientes. “Todos os dias sou surpreendida por algo novo que eles me ensinam. Para mim é gratificante ensinar ao mesmo tempo que aprendo com cada um deles”, conta Noraide.

60! Década de arromba

     O show utiliza-se de fotos, vídeos e depoimentos reais, somadas a cenas, textos e canções apresentadas ao vivo por 24 atores, cantores e bailarinos, para contar a história da década de 1960.

     O diretor Frederico Redes, que dirigiu o documentário, conta que 60 foi uma década muito importante em vários aspectos, como nas artes, nos movimentos sociais e políticos e no avanço tecnológico. “Descobri durante o processo da peça que estávamos fazendo um documentário musical, em que cantamos toda a história sem utilizar nenhum personagem real. A única personagem que trazemos para a cena é a Wanderléa, interpretando ela mesma. Um luxo”, afirma Frederico.








quinta-feira, 5 de julho de 2018

Hospital Psiquiátrico tem telão e área especial para jogos da copa


A copa do mundo é um evento em que praticamente todo o país para e assiste as transmissões dos jogos da Seleção Brasileira na TV. Com o Hospital Psiquiátrico Professor Severino Lopes não é diferente. Para maior comidade e alegria dos pacientes foi instalado um telão, em uma área especialmente decorada, para transmitir os jogos da copa.


O novo espaço temático tem reunido pacientes e funcionários, num momento de muita euforia e animação, durante as partidas dos jogos do Brasil.

 O espaço foi todo caracterizado em clima de copa, evidenciando as cores do Brasil, com a aquisição
de novas cadeiras e o telão, para que todos entrem no clima da seleção canarinho e compartilhem da alegria de ver o país em campo.

Para a psicóloga Flávia Cardoso esse momento de interação se introduz como uma terapia particular para cada paciente, “Implica diretamente na atualização, de tempo e espaço, onde o tema que está em pauta no mundo, no caso da copa, possa fazer parte da rotina como forma de terapia e ressocialização com o mundo atual, ” Afirmou Flávia.

Os jogos estão sendo transmitidos durante todo o mês da Copa, com ênfase para os jogos do Brasil. Todos estão sempre muito alegres e motivados com o avanço da seleção na Copa. Também a nutrição tem procurado fazer uma mesa com frutas e sucos para que todos possam se deliciar nesses momentos.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Um novo espaço de festas, alegria e animação marcam São João do HPPSL




Era visível o encantamento e surpresa de todos com a grandiosidade do São João do Hospital
Psiquiátrico Prof. Severino Lopes. Um arraial com porte das grandes festas. Uma bela decoração. Um ambiente amplo e arejado. Trio de Sanfoneiros com um forró danado de bom. Muita animação na quadrilha e as comidas típicas que fazem a alegria de todos nessa época.

A festa aconteceu na tarde da última quinta-feira(21), no novo espaço de eventos da instituição. Em cada rosto de paciente e familiar era possível ver a alegria de fazer parte desse momento.
Diversos familiares elogiaram o ambiente e o clima da festa. “Muito bom esse espaço. A festa está linda, bem decorada e com uma excelente banda. É uma grande alegria poder compartilhar uma festa dessa com meu filho. Todos estão de parabéns.”, comentou Dona Maria da Salete Costa.

Segundo a assistente social, Jacqueline Campelo, a festa serve como uma terapia para os pacientes. "Nada melhor do que dança forró para alegrar a todos. Essa é uma das melhores terapias", comentou Jacqueline durante a festa.

O São João contou, ainda, com o sorteio de balaios juninos e premiação do melhor casal no forró. A alegria se estendeu até o fim da tarde.  





quinta-feira, 14 de junho de 2018

Festa Junina do Seu Severino acontece na próxima quinta-feira (21)


O mês de junho chegou e junto com ele o famoso São João. Considerado uma das melhores épocas do ano, o Hospital Severino Lopes não poderia ficar de fora. Em comemoração ao mês junino, o HPPSL festeja na próxima quinta-feira (21), o São João do Seu Severino, voltado para um momento de descontração e alegria aos pacientes e familiares.
       Para animar a festa, teremos pela primeira vez a presença da banda Brilhantes do Forró, promovendo uma tarde de muita dança e forró pé de serra. Seguido da eleição do rei e rainha do milho, acompanhado da apresentação da quadrilha que não poderia faltar, ensaiada pelo setor de pedagogia, que também fará a escolha do Rei e Rainha da festa de São João de 2018.
      Ainda em clima de São João, acontece o sorteio dos balaios juninos que estão sendo vendidos no Serviço Social do Hospital, por apenas R$ 2,00 reais. Os ganhadores receberão uma cesta recheada de comidas típicas. Na culinária será servido pratos populares do mês junino, que encerra a festa com muita animação e festividade. A comemoração acontece no pátio de recreação do Hospital, a partir das 14h30. 

terça-feira, 5 de junho de 2018

Suplementação com vitamina D pode ajudar na depressão

NOVA YORK — A suplementação com vitamina D pode ajudar a reduzir sintomas depressivos, mostram os resultados de uma meta-análise atualizada.
“As pessoas que tinham deficiência de vitamina D e depressão pareceram responder melhor à suplementação, mas houve alguma evidência de que a suplementação melhorou os sintomas depressivos em pessoas com um nível normal de vitamina D”, disse ao Medscape a Dra. Marissa Flaherty, do Departamento de Psiquiatria da University of Maryland School of Medicine, em Baltimore (EUA).
Globalmente, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão. Ela é a principal causa de anos perdidos por incapacidade em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a prevalência geral de deficiência de vitamina D é de cerca de 42%, com a taxa mais alta observada em negros.
“No meu terceiro ano de residência, observei que muitos dos meus pacientes deprimidos tinham níveis muito baixos de vitamina D, e quando eu realizava a suplementação, os sintomas depressivos, particularmente a fadiga e os níveis de energia, melhoravam”, disse a Dra. Marissa.
Para melhor estudar o assunto, Dra. Marissa e colaboradores realizaram uma revisão sistemática e meta-análise de cinco ensaios clínicos randomizados publicados de 2011 a 2016 que avaliaram o efeito da suplementação com vitamina D (em relação à não suplementação) sobre sintomas depressivos, medidos pelo Inventário de Depressão de Beck e Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton.
O número de participantes nesses estudos variou de 40 a 746. O tipo e a via de suplementação de vitamina D variaram, assim como a duração de estudo (de três a 52 semanas) e os resultados. Por exemplo:
Um estudo de seis semanas publicado em 2011 não encontrou efeito da suplementação diária com 5000 UI de colecalciferol nas taxas de depressão em um grupo de adultos jovens saudáveis.
Um estudo de oito semanas publicado in 2013 observou que a suplementação diária com 1500 UI de vitamina D3 associada a 20 mg de fluoxetina foi superior à fluoxetina isoladamente no controle de sintomas depressivos em pacientes com transtorno depressivo maior (TDM).
Um estudo de três meses observou que duas injeções intramusculares de 150.000 ou 300.000 UI de vitamina D melhoraram as taxas de depressão em adultos deprimidos com deficiência de vitamina D.
Um estudo de oito semanas observou que a suplementação semanal com 50.000 UI de vitamina D oral melhorou as pontuações de depressão em pacientes com TDM.
Um estudo de 52 semanas observou que a suplementação semanal com 50.000 IU de vitamina D3 não reduziu significativamente os sintomas depressivos em pacientes deprimidos em diálise.
Na análise de dados combinados, Dra. Marissa e colaboradores observaram que a suplementação com vitamina D melhorou os sintomas depressivos, com um tamanho de efeito geral médio (diferença média padronizada 0,495; intervalo de confiança, IC, de 95%, 0,190 – 0,801; P = 0,0001).
Acho que todos os médicos deveriam checar os níveis de vitamina D e realizar suplementação quando necessário.  Dra. Marissa Flaherty
"Houve certa heterogeneidade em alguns dos estudos, mas no geral o efeito esteve presente", disse a Dra Marissa ao Medscape.
"Acho que todos os médicos deveriam checar os níveis de vitamina D e realizar suplementação quando necessário. A suplementação de vitamina D não é prejudicial e a maioria das pessoas tem baixa vitamina D", disse ela.
A Dra. Marissa apresentou os resultados 6 de maio na reunião anual da American Psychiatric Association (APA).
Prejudicial de muitas formas
Solicitado a comentar, Dr. Gregory Dalack, chefe do Departamento de Psiquiatria da University of Michigan Medical School, Ann Arbor (EUA), disse que a pesquisa em questão é uma “boa atualização da literatura. Em geral, ter baixa vitamina D não é bom, não apenas para depressão, mas para ossos e para várias outras coisas”.
Dr. Dalack enfatizou a importância de se avaliar o contexto para pacientes com depressão.
“Do meu ponto de vista, quando avalio o tratamento de depressão dos pacientes tentando otimizar a resposta, se eles não apresentam nível de vitamina D adequado, se não estão tomando os medicamentos, se não estão fisicamente ativos, todos são problemas que pioram a depressão”, disse o Dr. Dalack.
Ele também observou que na maioria dos estudos incluídos na análise, a suplementação de vitamina D não foi usada como um tratamento primário, mas sim para se somar à terapia com antidepressivos, “o que é importante, porque as evidências disponíveis mostram que não se pode usar apenas vitamina D como monoterapia e esperar que os pacientes se sintam melhor”.
O estudo não teve financiamento comercial. Os autores e o Dr. Dalack não declararam conflitos de interesses relevantes.
American Psychiatric Association (APA) 2018. Pôster P3-096, apresentado em 6 de maio de 2018.
Fonte: https://portugues.medscape.com/

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