quarta-feira, 25 de março de 2015

Emoção e Fantasia marcam o domingo dos usuários do Hospital Severino Lopes no Teatro Riachuelo

A magia do circo, as acrobacias, o jogo de cores, a beleza das fantasias e a emoção sempre presente, assim foi o espetáculo circense "Tholl, imagem e sonho". Um show consagrado em todo o Brasil e que no  último domingo(22) foi apresentado no Teatro Riachuelo, em Natal/RN.

Cerca de 30 usuários do Hospital Severino Lopes tiveram a oportunidade de presenciar e se encantar com esse belo espetáculo. Alguns funcionários e o voluntário Sid Fonseca acompanharam o grupo. Já no início a alegria dos palhaços policiais dava o indício do que estava por vir...  um figurino belíssimo e acrobacias com participação de crianças, fizeram com que todos segurassem a respiração em suspense. Desta forma, a plateia saiu encantada.

Para os pacientes psiquiátricos, além da oportunidade de ir ao Teatro assistir uma bela apresentação, trata-se de uma ação terapêutica de lazer e de inserção nas atividades sociais.
Ao fim do espetáculo a pergunta de todos era quando ia ser o próximo evento. Era possível ver a alegria estampada nas faces. A sensação de ter vivido por alguns momentos um lindo sonho, uma volta a infância e a alegria de ir ao circo.

O retorno ao Hospital foi em grande estilo, com direito a lanche especialmente preparado pela equipe da nutrição. E assim, terminou o domingo  e embalados pelas imagens da apresentação todos foram dormir ficando a impressão de que esse dia especial ficará marcado na memória daqueles que participaram desse passeio inesquecível.

Veja a seguir a cobertura fotográfica do evento:



















quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Hospital Severino Lopes promove ensaio geral do Bloco nesta quarta(11) e quinta(12)

Apesar de continuar o impasse com a Secretaria Municipal de Saúde do Natal, mantendo ainda
os atendimentos pelo SUS suspensos, o Hospital Severino Lopes, antiga Casa de Saúde de Natal, irá dar continuidade as suas atividades sociais promovendo o Carnaval dos usuários e amigos, nesta sexta-feira(13) a partir das 8h30.

Este ano o tradicional Bloco de Carnaval saí as ruas com a intenção de além de confraternizar alertar sobre o caos na saúde mental. 

A machinha oficial do Desfile, composta pelos usuários, fala da problemática da falta de assistência no Estado: "E a saúde mental como é que vai (ai, ai, ai) Vai de mal a pior, seu doutor (o o o) Onde vai parar essa gente sofrida também esquecida... Pede socorro!!!

O ensaios gerais estão acontecendo diariamente, sendo nesta quarta-feira, a partir das 14h30 e na quinta-feira, a partir das 9h.

Na sexta-feira, dia do desfile, a saída está prevista para às 8h30 com a concentração na Rua Múcio Galvão em frente a entrada do Hospital Severino e percurso pelas ruas do Tirol até a Praça Augusto Leite. O retorno está previsto para às 10h pela Av. Romualdo Galvão com a continuidade da festa na área de recreação da instituição.






sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Secretaria Municipal de Saúde de Natal não chega a acordo com Hospital Severino Lopes

Na manhã de ontem(08), a direção do Hospital Severino Lopes, antiga Casa de Saúde de Natal, participou de reunião com a secretária interina de Saúde do Natal, Márcia Pellense, com a coordenadora de saúde mental do município, Silvana Barros, e a assessoria jurídica da secretaria. Na pauta da reunião estava a questão da suspensão do recebimento de pacientes portadores de transtornos mentais e dependentes químicos conveniados através do SUS e o encerramento do acolhimento e tratamento via SUS pelo Hospital.

Durante a reunião a secretária interina comunicou a impossibilidade de um acordo imediato para a retomada do serviço. Nenhuma das solicitações apresentadas pelo Hospital Severino Lopes foram atendidas. Com relação a principal reivindicação, que é o reajuste da diária,  foi reafirmado o posicionamento, já apresentado em nota da secretaria à imprensa, de que o hospital não se enquadra nos critérios do Ministério da Saúde para receber a diária de R$300,00 de acordo com o que paga a Portaria 148 do GM-MS aos Hospitais Gerais pelo tratamento aos dependentes químicos.

A direção do Hospital Severino Lopes esclareceu que é conhecedora da legislação e apenas citou a Portaria como base de referência para a estipulação do valor do reajuste a ser estabelecido com a secretaria que daria uma média de R$120,00 por diária condição imprescindível para viabilização da continuidade do serviço.

Esclareceu, ainda, que o que  solicita é uma complementação da diária por parte do município do Natal que é o gestor responsável  pelos leitos psiquiátricos destinados aos portadores de transtornos mentais e dependentes químicos. Para comprovar que essa contratualização é possível levou Portarias de São Paulo, Goiás e Paraná onde os municípios adotaram essa modalidade de convênio para garantir a assistência.

Informou que no Brasil diversos hospitais psiquiátricos foram fechados pelo sufocamento financeiro, o que ocasionou a calamidade na assistência com falta de medicamentos e alimentos para os pacientes internados culminando com a interdição e fechamento. Ressaltou que devido ao compromisso ético-profissional e cidadão não deixará que essa situação se repita com uma instituição que possui 58 anos de história e contribuições para o Rio Grande do Norte. Antes disso, encerrará o seu convênio com o SUS com a consciência de quem sempre zelou por uma assistência de saúde com qualidade.

Com relação ao atraso no repasse dos pagamentos de Outubro, Novembro e Dezembro enfatizou que o serviço foi realizado, portanto, a secretaria possui a obrigação legal de honrar com o pagamento imediato. Inclusive a Portaria GM-MS 2.617 de 01 de novembro de 2013, determina que esse repasse deve ser feito em no máximo 5 dias úteis após o recebimento dos recursos da União.

Referente a última solicitação a assinatura do contrato, a direção do Hospital Severino Lopes reiterou, mais uma vez, que a única documentação que falta a instituição é o alvará sanitário, não obtido pela instituição devido a Covisa estar atrelando a liberação do alvará ao habite-se do corpo de bombeiros. No entanto o hospital já apresentou a secretaria e a Covisa decisão do TJ do RN dizendo que não se pode atrelar a concessão do alvará ao habite-se. Apresentou que possui declaração da Covisa dizendo que para obtenção do alvará falta apenas a apresentação do habite-se pela instituição.

Para a diretoria do Hospital Severino Lopes ficou claro durante a reunião a falta de compreensão dos gestores da secretaria da necessidade de medidas urgentes para sanar o problema diante do estado de calamidade pública por que passa a saúde mental do município.

Diante dos fatos apresentados e da falta de condições financeiras de manutenção do serviço, o Hospital Severino Lopes informa a população de Natal que deverá nos próximos dias suspender de forma definitiva o atendimento aos usuários dos SUS.

Caos no Pronto Socorro do Hospital Dr. João Machado

Durante a reunião a própria Coordenadora de Saúde Mental, Sivana Barros, confirmou a situação calamitosa por que vem passando o PS do Hospital Dr. João Machado que registrava, no último dia 07,  haviam 50 pessoas aguardando vagas para internação.




sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Hospital Severino Lopes suspende atendimento pelo SUS

A direção do Hospital Severino Lopes (HSL), antiga Casa de Saúde de Natal, enviou, na manhã de hoje(26),  comunicado a Secretaria Municipal de Saúde informando a suspensão do recebimento de pacientes portadores de transtornos mentais e dependentes químicos conveniados através do SUS. A instituição vem passando ao longo dos anos por sérias dificuldades financeiras, estando com um grave desiquilíbrio financeiro devido aos baixos valores pagos pelas diárias hospitalares (R$43,73). 

A decisão precisou ser tomada, uma vez que, o endividamento financeiro da instituição vem aumentando, diariamente, chegando a uma situação insustentável, inclusive, com atraso no pagamento dos funcionários e fornecedores. Devido a isso, existe o risco de desabastecimento da instituição e queda na qualidade dos serviços prestado aos usuários.

A secretária interina da SMS Natal, Márcia Pellense, foi comunicada através de ofício da decisão. Entretanto, a direção do HSL informou que essa suspensão poderá ser revertida se a SMS atender, dentro de um prazo de 10 dias, as seguintes solicitações:   o pagamento a partir de 01.12.2014 do valor de R$ 300,00 por diária, de acordo com o que a portaria 148 do GM-MS paga aos hospitais clínicos pelo tratamento de dependentes químicos; - o pagamento dos serviços prestados pelo HSL a SMS dos meses de outubro e novembro de 2014 e a assinatura imediatamente do contrato de prestação de serviços entre o hospital e a secretaria.

Além da secretaria, também foram informados da situação a OAB-RN e a direção do Hospital Dr. João Machado. Atualmente o hospital assiste 160 pacientes pacientes conveniados através do SUS.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Festa Natalina do Hospital Severino Lopes chama a sociedade a inclusão

Momentos de confraternização natalina e celebração em família em mais um fim de ano. O que para muitos faz parte da rotina do mês de dezembro, para os portadores de transtornos mentais e
dependentes químicos é um evento bastante significativo de união e inclusão social. É com esse objetivo de integrar os pacientes à sociedade e fortalecer os laços familiares que o Hospital Severino Lopes (antiga Casa de Saúde de Natal) promove, nesta quinta-feira (18-12), a partir das 14h, sua festa de Natal.

O evento reúne cerca de 400 pessoas entre familiares, usuários e funcionários numa grande celebração com direito a show da cantora Potiguar Cristiane Velassy e apresentação do grupo de musicoterapia da instituição.

Consta, ainda, da programação, apresentação do coral natalino dos usuários e distribuição de presentes arrecadados pelo setor de serviço social.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo segmento, a mensagem é de alegria e superação. Segundo a psicóloga Sandra Uchoa a data já é uma tradição na instituição, sendo aguardada com muita
expectativa pelos usuários que se envolvem com ensaios do coral, com a confecções dos enfeites e brindes natalinos.

"Para nossos usuários é muito mais que uma festa, significa a oportunidade de  se envolver  nas  atividades coordenadas pelo setor de psicologia, musicoterapia, terapia ocupacional e educação física que contribuem para o adesão ao tratamento hospitalar, melhoram a qualidade de vida e autoestima.", comentou Uchoa.

Na foto ao lado as lembrancinhas para festa confeccionadas pelos usuários e a Terapia Ocupacional utilizando material reciclado.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cartilha orienta prevenção ao suicídio

Medicina (CFM) e a Associação
Brasileira de Psiquiatria
(ABP) lançaram neste mês a cartilha
Defender a vida e prevenir um ato de extremo desespero. Com essa missão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançaram neste mês a cartilha Suicídio, informando para prevenir, iniciativa da Câmara Técnica de Psiquiatria, por sugestão da Comissão de Ações Sociais. “Espera-se que esta contribuição ajude no enfrentamento deste grave problema de saúde pública”, aposta o coordenador da Câmara e 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes.

Editado com o apoio da ABP, o documento aponta o suicídio como questão mundial de Saúde Pública. A cartilha informa a ocorrência de cerca de dez mil suicídios ao ano no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo. O objetivo da cartilha é contribuir para transformar esse cenário. “Há neste trabalho informações que podem ajudar a sociedade a desmitificar a cultura e o tabu em torno do tema e auxiliar os médicos a identificar, tratar e instruir seus pacientes”, explica o presidente do CFM, Carlos Vital.
Campanha - A ação integra a Campanha Nacional de Prevenção ao Suicídio, lançada pelo CFM e pela ABP. Durante a semana do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, os edifícios do Congresso Nacional e Memorial JK, em Brasília, além da sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR) aderiram à campanha e foram iluminados de amarelo, cor que representa vida, luz e alegria.
A cartilha aborda temas como barreiras à detecção e a fatores como o estigma e o tabu relacionados ao tema. De acordo com a cartilha, por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio é considerado transgressão às leis divinas, o que dificulta um diálogo aberto sobre o tema. A publicação será enviada aos conselhos regionais (CRMs) e bibliotecas de escolas médicas. Além da versão impressa, o manual está disponível ainda para download no Portal Médico, no ícone Biblioteca. Acesse aqui a íntegra da Cartilha.
 Debate - O tema será levado para discussão também com a sociedade. A entidade realizará O debate “Suicídio, é possível prevenir? Um olhar da sociedade”. O filme Elena – da diretora brasileira Petra Costa - será exibido em evento gratuito no dia 3 de dezembro, em Brasília,  para médicos, estudantes e interessados para fomentar a discussão sobre o suicídio, um tema ainda tabu.

As inscrições para o evento são gratuitas, mas com o número limitado a 120 participantes. Acesse o site de eventos do CFM(www.eventos.cfm.org.br) e garanta sua vaga.  

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Caminhada comemora o Dia da Saúde Mental e os 58 anos do HSL

Com a missão de sensibilizar as autoridades públicas e a sociedade natalense para a importância do tratamento de qualidade em saúde mental e a inclusão social desse segmento, o Hospital Severino Lopes promove, nesta próxima sexta-feira(10), Dia Mundial da Saúde Mental, sua 2ª caminhada com a participação dos usuários, familiares, funcionários e comunidade. 

O evento conta com o patrocínio da Unimed Natal e da BelNat. A atividade terá início às 9h. O percurso inicia na Rua Romualdo Galvão, segue pela Alexandrino de Alencar e Prudente de Morais, finalizando na Rua Múcio Galvão.

Nessa edição a caminhada traz o slogan "Pensando Bem" abordando os temas: direito, tratamento, solidariedade, integralidade e respeito. Na concentração serão distribuídas camisas para os participantes com a logomarca do evento.

A ação busca também comemorar o aniversário da instituição e divulgar o trabalho desenvolvido pelo Hospital Severino Lopes em 58 anos de história e luta por uma assistência digna na área de saúde mental. 

Será uma oportunidade para reflexão de como a nossa sociedade está tratando dos portadores de transtornos mentais. Também alertará sobre como estamos cuidando da nossa própria saúde mental. Segundo especialistas, o número de pessoas acometidas por transtornos psiquiátricos crescem assustadoramente, a cada ano, com o aumento das pressões e problemas sociais do mundo contemporâneo.

Durante a caminhada serão distribuídos panfletos e haverá apresentação do grupo de musicoterapia da instituição. No  encerramento está programado um lanche, sendo servido bolo e refrigerante para os participantes, na área de recreação da entidade.


O Dia da Saúde Mental foi estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o propósito de mudar a forma de ver as pessoas com doenças mentais.  Em todo o mundo, há cerca de 400 milhões de pessoas que sofrem transtornos mentais, neurológicos ou outros tipos de problemas relacionados com o abuso de álcool e drogas.
Entre as principais reivindicações, dos portadores de transtornos mentais e familiares,  estão a ampliação no número de psiquiatras no SUS, o acesso regular da medicação na Unicat, o fim da política de fechamento de hospitais e redução de leitos psiquiátricos, a melhoria e ampliação dos CAPS.
 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Grupo da Musicoterapia faz apresentação em festa dos pais nesta quinta(07)

"Quem canta, seus males espanta", o conhecido ditado popular vem sendo colocado em prática no Hospital Severino Lopes, instituição especializada em psiquiatria. De domingo a quarta-feira, semanalmente, o professor de música, Juarez Cravo, juntamente com a equipe de psicologia, tem trabalhado com os pacientes a música como alimento da alma e como reflexão sobre a vida. O resultado desse trabalho será apresentado nesta quinta-feira (07), a partir das 14h,  com a apresentação musical do grupo "Música e pensamento" na Festa do Dia dos Pais da Instituição. A festa é aberta ao público e contará com a presença dos familiares.

Os pacientes farão uma homenagem aos pais cantando músicas de Roberto Carlos e Fábio Júnior. A adesão dos participantes ao projeto tem empolgado bastante a equipe coordenadora que decidiu gravar um CD para ser distribuído durante a festa. "Ficamos muito entusiasmados com a participação de todos que cantam e tocam, realmente utilizando a música como uma terapia. Senti a necessidade de registrar esse momento em CD para que eles possam divulgar e eternizar o seu trabalho", comentou Cravo.

A psicóloga Sandra Uchoa explica que os integrantes do grupo tem sido estimulados a pensar sobre o conteúdo da letra da música e perceber o significado de modo a relacioná-lo com os momentos da sua vida, expondo seus pensamentos e sentimentos. "São recursos terapêuticos para o resgate da saúde mental do sujeito", lembra Uchoa.

Além da apresentação musical estão previstos no evento a realização de homenagens aos pais dos pacientes, distribuição de brindes e lanche para os presentes. 


terça-feira, 29 de julho de 2014

Lançamento do livro "A arte da medicina" de Edson Gutemberg é nesta quarta(30) no CRM

Um convite ao exercício ético da medicina e a centralidade das relações médico x paciente vistas através de um resgate histórico e de grandes pensadores, além do próprio autor, a importância de além das técnicas científicas o calor humano, são questões que trazem o livro "A arte da Medicina - Relação médico x paciente", que será lançado nesta quarta-feira(30), às 18h, na sede do Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern). 

Leitura indispensável para os acadêmicos e profissionais de medicina, também é recomendável para aqueles que querem conhecer um pouco mais desse universo. Com capítulos como o médico ideal, o significado psicológico do adoecer, a doença significa uma experiência prévia da morte, doença como depressão, dentre outros, ficamos com a sensação que é um livro que deve ser inserido dentro das bibliografias básicas na graduação de medicina.

O autor é apresentado pelo Dr. Manoel Onofre Júnior e tem prefácio do Dr. Carlos Ernani Rosado Soares. Carlos Ernani que lembra a atualidade do assunto e as novas colocações e análises presentes no livro e o convite aos profissionais da medicina a uma postura diferente do que estavam acostumados. 

O autor Edson Gutemberg é Diretor Técnico do Hospital Severino Lopes, Professor de Psicologia Médica do curso de medicina da UFRN; médico do Ministério da Saúde; Diretor técnico do Hospital Professor Severino Lopes; Conselheiro do Cremern ; Coordenador da Comissão de Assuntos Políticos da federação Nacional dos Médicos e ex-presidente do Sindicato dos Médicos do RN.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Hospital Severino Lopes promove Arraiá Junino nessa quinta (26/06)


Com o objetivo de entrar no clima dos festejos juninos, levando a alegria das festas típicas tão tradicionais no nordeste brasileiro, aos usuários e familiares, o Hospital Severino Lopes realiza nesta próxima quinta-feira(26/06) a sua festa junina. O evento conta com uma programação especial com destaque para a quadrilha junina dos pacientes com direito a casamento matuto.

Durante todo o mês de junho os pacientes tem ensaiado a quadrilha com o apoio do setor de Educação Física, Terapia Ocupacional e Psicologia. É grande a expectativa para essa apresentação que contará com um belo casamento matuto encenado pelo grupo teatral da instituição "Criando arte".

Além de toda a movimentação dos ensaios, o serviço social tem mobilizado as famílias para a confecção e compra de bilhetes do balaio junino, envolvendo as famílias na promoção da festa que promete ser muito bela e animada.

Para completar a programação haverá apresentação de trio sanfoneiro "Santa Maria" que garantirá o tradicional forró e muito arrasta pé, que nessas ocasiões não pode faltar!! E como toda boa festa junina
haverá distribuição de comidas típicas especialmente preparadas pelo setor de nutrição da entidade.

O ambiente já está todo decorado com enfeites temáticos juninos e da Copa do Mundo! Foram confeccionadas lembranças para mesa tudo feito com muito amor pelo pessoal da Terapia Ocupacional.

Bom tudo pronto!! Agora é só esperar o principal: a participação de todos para garantir a beleza do evento!!

É nessa quinta-feira, minha gente, não percam!!

O Hospital Severino Lopes é referência no Rio Grande do Norte em Saúde Mental. Abrace essa causa!
























quinta-feira, 15 de maio de 2014

Hospital Severino Lopes promove 1ª feijoada solidária

Evento terá show do grupo Akele Samba e sorteio de brindes

Buscando integrar e mobilizar a sociedade Potiguar para a causa social dos portadores de transtornos
mentais e dependentes químicos, o Hospital Severino Lopes promove, neste próximo domingo(18/05), a sua 1ª Feijoada Solidária. O evento acontece na área de recreação da instituição a partir das 11h e será um momento também de celebrar o dia das mães com os familiares e usuários da instituição.

A festa terá a renda revertida para o auxílio aos pacientes carentes e para as atividades de lazer e qualidade de vida realizadas na instituição. As senhas estão sendo vendidas ao valor de R$5,00  e podem ser adquiridas no setor de serviço social da instituição. Para  mais informações e realizações de doações para o evento o contato é o (84) 4005-3261. 

Além da feijoada, aqueles que adquirirem a senhas ainda concorreram ao sorteio de brindes como cafeteiras e sanduicheira. 

Animação
Quem irá comandar o ritmo da festa será o Grupo Aquele Samba formado por jovens músicos que apresentam a animação e a alegria do samba em seu repertório. Durante o evento, o grupo promete animar os convidados e colocar todos para dançar.

Instituição
O Hospital Severino Lopes, antiga Casa de Saúde de Natal, é uma instituição filantrópica conveniada pelo SUS. Atualmente atende a cerca de 160 portadores de transtornos mentais e dependentes químicos através do Sistema Único de Saúde.




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pacientes psiquiátricos encenam paixão de Cristo nessa terça

Um clima de emoção e ansiedade está presente no Hospital Severino Lopes.Vestindo um figurino,
utilizando-se de uma cenografia, música e dramaturgia, o usuário/portador de transtorno mental, agora atores, tem oportunidade de utilizar a arte como forma terapêutica e de encantamento do mundo.

É nessa atmosfera mágica que nessa terça-feira(15), a partir das 14h, acontece a confraternização da Páscoa da instituição com a apresentação da peça teatral a Paixão de Cristo. A festa é uma das mais aguardadas da instituição e mobilizou, nos últimos dias, a todos, pacientes e funcionários,  com confecção de figurinos, adereços e ensaios.

A peça retratará os momentos da Paixão de Cristo, a sua via sacra, a sua morte e ressurreição . O grupo de atores é composto por cerca de 15 pacientes. O público estimado é um total de 300 pessoas entre demais pacientes,  funcionários, familiares e amigos.

O espetáculo é uma das atividades do grupo teatro do hospital "Criando Ideias" que é coordenado pelo setor de psicologia e terapia ocupacional. Além de entretenimento e arte, o teatro é utilizado como
recurso terapêutico no tratamento de pessoas com transtorno mental, pois através dele, o indivíduo tem a possibilidade de exercer outros papéis sociais, explorando potencialidades, desenvolvendo a auto-percepção, autoestima e expressando sua criatividade. Objetivando na expressão de pensamentos e sentimentos por meio da arte, espaço coletivo de socialização e treinamento de habilidades sociais, possibilitando autonomia, comunicação, expressão de ideias que serão concretizadas no próprio grupo de teatro e, posteriormente, no contato com a sociedade.
A programação da festa ainda contará com a distribuição de lembranças confeccionados pelo setor de Terapia Ocupacional, distribuição de lanches e música ao vivo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Justiça determina que plano de saúde pague tratamento a dependente químico

O dependente químico já está internado desde o dia 15 de fevereiro, e o período a ser custeado pelo plano conta a partir dessa data


Um dependente químico conseguiu na Justiça de Pernambuco o direito de ter seu tratamento custeado por seu plano de saúde. A Sul América Companhia de Seguro Saúde teria negado a cobertura do tratamento, sob a alegação de que o contrato não previa tratamentos psicológicos ou psiquiátricos de qualquer natureza, bem como o tratamento de dependência de drogas em clínicas especializadas. Entretanto, a prescrição médica afirmava que o homem precisava ser internado para tratamento integral em caráter de urgência.


O plano terá 24h a partir da ciência da decisão para cumprir a determinação sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A liminar foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico e a ré pode recorrer. A Sul América deverá e assumir e arcar com a cobertura de todas as despesas referentes a internação do autor da ação no Centro Terapêutico Libertação e Vida, com acompanhamento psiquiátrico e psicológico, pelo período de 180 dias. O dependente químico já está internado desde o dia 15 de fevereiro, e o período a ser custeado pelo plano conta a partir dessa data.

De acordo com o juiz da 28ª Vara Cível do Recife, Cláudio Sampaio, o fato de o contrato excluir a cobertura para o tratamento da dependência não pode ser sustentado pela ré, uma vez que, “após a vigência da lei 9656/98, passou a ser obrigatório o atendimento a portadores de transtornos mentais, inclusive nos casos de intoxicação ou abstinência provocadas por alcoolismo, drogas ou outras formas de dependência química”. Ainda segundo Sampaio, na regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) consta que a internação sem limite de tempo é um direito de quem contrata um plano de saúde, desde que seja uma prescrição médica.

Fonte: Portal NE

quarta-feira, 26 de março de 2014

Prisão de Nova York luta contra aumento da violência e doenças mentais

Michael Schwirtz - NYT
Damon Winter/NYT




A prisão de Rikers, em Nova York, sofre com a violência de diversas gangues e de guardas correcionais 

A prisão de Rikers, em Nova York, sofre com a violência de diversas gangues e de guardas correcionais

Com uma seca precisão burocrática, os relatórios diários de incidentes em Rikers Island são uma crônica da violência e da desordem que proliferam dentro do grande complexo prisional da cidade de Nova York.


Desde a noite de Ano Novo, de acordo com relatórios internos, pelo menos 12 detentos foram cortados ou esfaqueados, oito deles no rosto ou pescoço. Presos e oficiais de correção sofreram lacerações, concussões, tímpanos furados, e fraturas no nariz, olhos, queixos e quadris. Em uma briga recente, um pedaço da orelha de um preso foi arrancado a mordidas, de acordo com relatórios confidenciais que foram obtidos pelo The New York Times.

Desde os motins de gangues nos anos 80 e início dos 90 a violência em Rikers Island não alarmava tanto os oficiais de supervisão, líderes sindicais e defensores dos presos. Ao longo da última década, o uso da força por funcionários de correção aumentou quase 240%, mesmo enquanto a população diária diminuiu quase 15% durante o mesmo período, de acordo com dados do Departamento de Correção da prefeitura, obtidos por meio da Lei de Liberdade de Informação.

A confusão dentro das prisões da cidade chama a atenção principalmente por causa do declínio histórico nas taxas de homicídio e outros crimes violentos fora delas. No centro do aumento da violência está uma população de detentos que mudou significativamente nos últimos anos e sob vários aspectos ficou mais volátil.

Em particular, os oficiais de correção têm tido dificuldades com uma concentração cada vez maior de presos doentes mentais que, segundo os especialistas, costumam responder de forma desafiadora ou errática às medidas disciplinares duras, de tolerância zero, empregadas com sucesso no passado.

Embora as condições hoje estejam bem longe da quase-anarquia de 20 anos atrás, as ferramentas usadas para controlar essa era de violência podem agora ser em parte responsáveis por criar mais desordem.

Relatos de abuso


Em entrevistas, presos e ex-presos descreveram abusos arbitrários e injustificados por parte de outros detentos e oficiais de correção.

Robert Hinton, que toma remédio para agressão e paranoia, disse que ele e outro prisioneiro de Rikers foram atacados violentamente por oficiais de correção. "Fui algemado, eles nos chutaram, socaram, jogaram lixo em nós, e jogou spray paralisante em mim - tudo ao mesmo tempo", disse Hinton em uma entrevista.

Em outro confronto, disse Hinton, ele apanhou de pelo menos 10 oficiais de correção em abril de 2012 depois de se recusar a sair de sua cela. Ele sofreu uma fratura no nariz e em uma vértebra e disse que foi asfixiado até desmaiar. Um dos oficiais disse a ele: "É hoje que você vai morrer", relatou Hinton.

Hinton, 26, que está processando o município por causa da briga, foi levado de volta a Rilkers na semana passada por violar sua condicional. Um porta-voz do Departamento de Correção disse que a agência não comentaria o processo de Hinton porque é um processo em andamento.

Outro preso, Rodney Brye, 40, foi inocentado depois de passar quase quatro anos em Rikers Island por uma acusação de porte de arma. Ele saiu em 2012 com duas vértebras fundidas e uma placa em seu pescoço e agora anda com uma bengala como resultado de uma surra dos oficiais de correção, segundo ele. Ele também está processando o município. "Eles te batem com qualquer coisa; batem até com um rádio", disse ele. "Você pode tirar a vida de alguém dessa forma, e eles fazem isso com frequência."

Norman Seabrook, presidente da Associação Benevolente de Oficiais de Correção, disse que os funcionários estavam assustados com uma população de presos difícil e normalmente violenta. Os oficiais são alvos de socos e chutes rotineiramente, e às vezes obrigados a tomar urina e fezes, disse Seabrook. Este mês, um oficial teve o rosto perfurado por uma caneta.

A violência vem crescendo lentamente por trás dos muros e cercas de arame farpado de Rikers Island, obscurecida por outras prioridades do município.

O prefeito Bill de Blasio, que assumiu o governo em janeiro prometendo coibir os abusos no Departamento de Polícia e promover uma reforma na educação, falou pouco sobre as prisões, embora tenha reconhecido a necessidade de mudanças. Na semana passada, ele nomeou Joseph Ponte, um oficial de correção de longa data conhecido por reformar prisões e cadeias violentas por todo o país, para chefiar o Departamento de Correção.

Ao apresentar Ponte, o prefeito disse que o departamento tinha "infelizmente ficado para trás de outros sistemas correcionais em termos de atualizar suas práticas e procedimentos."
A situação em Rikers Island espelha uma "epidemia de violência" nas grandes prisões municipais por todo o país, disse o Dr. James Gilligan, professor de psiquiatria e coautor de um relatório de 2013 que revelou que o tratamento de presos doentes mentais em Rikers Island violava as normas municipais de saúde mental.
Ele disse que uma confiança excessiva no confinamento solitário e na força em Rikers Island e em outros lugares perpetuavam a violência entre os presos, particularmente entre os doentes mentais, que lotaram as instituições correcionais do país com o fechamento de hospitais psiquiátricos e outras instituições.
"Uma prisão como Rikers Island tem uma subcultura de violência", disse Gilligan. Numa visita recente a uma unidade de confinamento solitário juvenil em Rikers, ele disse: "Vimos jovens que tinham apanhado até ficar em carne viva."

Um jovem preso, disse Gilligan, havia sido algemado pelos oficiais de correção, que então bateram a cabeça dele contra o chão. O preso, disse ele, tinha uma concussão e havia perdido um dente, e estava vomitando e urinando sangue. O preso foi levado para a unidade médica para tratamento, disse ele.

Um grupo vulnerável


Com 10 prisões abrigando uma população média diária de quase 12 mil detentos, Rikers Island - na ilha de mesmo nome em East River, próxima ao aeroporto La Guardia - é um dos maiores complexos prisionais do país. Embora seja principalmente um centro pré-julgamento, ela abriga alguns presos condenados.

Lá dentro, a tensão é crítica. Gangues rivais - os Crips, os Bloods, os Latin Kings e os Trinitarios - disputam poder e derramam sangue como numa guerra de tronos carcerária. Brigas violentas emergem por causa do telefone ou do canal da televisão, dizem presos e oficiais de correção. Os oficiais, usando coletes e armados com spray de pimenta e cassetetes, recorrem à força com frequência e, segundo os críticos, com excesso.

Nesse ambiente, presos doentes mentais são particularmente vulneráveis, dizem os especialistas. A proporção de prisioneiros com doenças mentais diagnosticadas cresceu de 20% para 40% ao longo dos últimos oito anos, de acordo com o Departamento de Correção. Esses presos são responsáveis por dois terços das infrações nas prisões municipais, diz o departamento.

A monotonia, o isolamento e a agressão de oficiais e presos podem piorar as doenças mentais, fazendo com que os detentos ataquem, diz o Dr. Bandy X. Lee, professor de psiquiatria da Universidade Yale que é especializado em violência em prisões e cadeias.

"Neste momento, as prisões e cadeias estão se debatendo com uma população com a qual não estão preparadas para lidar", disse Lee. "Não é tanto culpa do sistema correcional. Eles simplesmente não estão equipados e não têm conseguido se adaptar com a rapidez necessária."

Presos que recebem tratamento para doenças mentais costumam pedir uma "visita por ferimento" cinco vezes mais à clínica da prisão depois de uma briga violenta com oficiais ou outros presos, de acordo com um estudo de 2012 do departamento de saúde do município. Eles também ficam na prisão muito mais tempo do que aqueles que não apresentam doenças mentais e têm chances maiores de reincidência.

Shateek Bilal, 40, que sofre de esquizofrenia paranoica, já passou por Rikers Island várias vezes desde 1991, principalmente por crimes envolvendo drogas e violações de condicional. No ano passado, ele cumpriu três períodos em custódia, dois em Rikers e um no Complexo de Detenção de Manhattan, outra prisão municipal, por um total de sete meses. Ele foi solto em 12 de dezembro e agora vive com sua irmã.

O tempo na prisão "exacerbou minha doença mental, me deixou paranoico, e mais propenso a não tomar a medicação", disse ele.

Tradutor: Eloise De Vylder 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Hospital Severino Lopes promove Semana da Mulher

De 17 a 21 de março o Hospital Severino Lopes estará realizando a "Semana da Mulher 2014". A iniciativa conta com uma série de atividades especiais voltadas para o público feminino interno da instituição. Um dos destaques é a palestra "Mulheres e seus direitos", ministrada pela delegada Karen Cristina da Delegacia da Mulher, que será realizada na quinta-feira (20/03), às 14h, no auditório da instituição.

Nesta segunda-feira(17/03) as atividades se iniciam com a exibição de um filme abordando a temática da mulher, havendo debate depois com a coordenação do setor de psicologia.
Na Terça-feira(18/03) um dos temas essenciais para a qualidade de vida da mulher, "Alimentação Saudável e qualidade de Vida",  será abordado pelo setor de nutrição e psicologia que é.

A promoção de oficina de artes e pensamentos sobre a "Mulher e seus Papéis" será promovida na quarta-feira (19/03), em uma iniciativa conjunta do setor de terapia ocupacional e psicologia. 

Encerrando as atividades da Semana, no dia 21/03, está previsto a realização de uma oficina de sucos funcionais promovida pelo setor de nutrição e um sarau de poesias com o poeta Ruy Rocha.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Bloco da Saúde Mental faz inclusão em carnaval no Tirol nessa sexta(28)


O Bloco "Saúde Mental: se integre a essa causa" desfila nas ruas do bairro do Tirol nessa sexta-feira(28)

a partir das 8h30. O bloco é composto por mais de 50 pacientes portadores de transtornos mentais e seus familiares que se concentrarão na frente Hospital Severino Lopes (Antiga Casa de Saúde de Natal) do lado da Rua Múcio Galvão e saem num percurso carnavalesco até a Praça Augusto Leite com retorno previsto à  instituição pela Av. Romualdo Galvão por volta das 10h. 

É o 5º ano consecutivo que os pacientes caem na folia em um grito de carnaval pela inclusão. 
Numa parceria de três anos com a bateria da Escola de Samba Unidos de Ceará Mirim a folia promete ser bem animada com muita alegria e samba no pé.

Além de promover a inclusão e dizer não ao preconceito, o bloco de carnaval busca incentivar a inserção dos pacientes no contexto social e chamar a atenção da sociedade para a importância de dar mais atenção a problemática da saúde mental. 

O carnaval do Hospital Severino é um dos eventos mais aguardados pelos usuários do hospital que vem participando de oficinas de confecção de máscaras e adereços coordenados pelo setor de terapia ocupacional e psicologia. Alguns pacientes, como é o caso de Alexandre Magno, já encomendaram a sua fantasia e não veem a hora de cair na folia.

Para os que não puderem participar da folia na rua, haverá também festa na área de recreação da instituição dando a todos a oportunidade de brincar o carnaval.





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Hospital inicia instalação de Sistema de Hidrantes


Em mais um investimento em sua infraestrutura, o Hospital Severino Lopes deu início no mês de fevereiro a implantação de Sistema de Hidrantes. 

O sistema de hidrantes prediais é recomendado para a proteção manual contra incêndios nas edificações verticais. Os hidrantes são considerados um sistema fixo de combate a incêndio, funcionando sob comando que libera jatos de água sobre o foco de incêndio. Esse jato de água possui uma vazão calculada e compatível ao risco do local visando proteger, controlar ou extinguir o foco de incêndio no seu estágio inicial, protegendo não só a integridade física da instituição, mas a vida das pessoas que circulam no ambiente.


Outra ação, que visa também uma maior proteção, acontecerá nessa segunda-feira com o início do treinamento dos funcionários para a formação de uma brigada de incêndio institucional.

Confira abaixo, algumas imagens das instalações nos setores Masculino II III e IV:









Tragédia desnecessária - FERREIRA GULLAR

FOLHA DE SP - 16/02

Hoje, muitas clínicas psiquiátricas possuem campos de esporte e salas de leitura e de jogos


A morte de Eduardo Coutinho chocou o país e particularmente os seus amigos. Morrer assassinado era a última coisa que alguém poderia prever que ocorresse com ele. Por isso mesmo, ao chegar em casa e ver seu rosto na televisão, me detive pensando que se tratava de alguma notícia relacionada com sua atividade de cineasta. Não era, logo ouvi o locutor dizer que ele havia morrido, e fiquei surpreso. E logo acrescentou que havia sido morto por seu filho Daniel, de 41 anos.

Não dava para acreditar naquilo, era absurdo demais. Não obstante, aos poucos, aquele quadro trágico ia se completando e ganhando realidade. O filho era doente mental e consumia drogas. Matara o pai a facadas e tentara fazer o mesmo com a mãe; em seguida, esfaqueou-se a si mesmo, mas não morreu.

Teria declarado a um vizinho que fizera aquilo para libertar os pais e a si mesmo. Sem dúvida, é preciso estar louco e surtado para pensar e agir dessa maneira. Depois de saber essas coisas, não restava dúvida: Daniel agira tomado por um surto esquizofrênico.

Não sabia que Eduardo Coutinho tinha um filho com esse problema. Segundo ouvir dizer, parece que ele não admitia que o filho fosse doente mental e, se isso for verdade, certamente evitava tratá-lo com tal. Pode não ser verdade mas, se for, não seria o único caso de uma família não admitir que algum de seus membros seja louco. Conheci uma família que manteve trancado num quarto, por mais de uma década, um filho com problemas psíquicos.

Esse tipo de comportamento decorre quase sempre de uma visão preconceituosa da doença mental, como se sua incidência na família fosse uma espécie de maldição. Era assim no passado. Hoje, no entanto, são pessoas avançadas que negam a existência da doença mental. Segundo elas, trata-se apenas de um relacionamento diferente com o mundo real. Admitir que alguém é louco seria nada mais nada menos que um preconceito.

Certamente, quem pensa assim nunca viveu de fato o problema. Como pega bem mostrar-se avançado, aberto, antirrepressivo, muita gente não apenas nega que a loucura seja doença como, coerentemente, se opõe à internação nos chamados "manicômios". Criaram até um movimento que se intitula "antimanicomial", que visa, de fato, acabar com as clínicas psiquiátricas, uma vez que o que se chama de manicômio não existe mais.

É verdade que, no passado, a internação nesses hospitais implicava em agressão física e choques elétricos, mas não por simples crueldade e, sim, pelo desconhecimento das causas da doença e de medicamentos apropriados.

Com a descoberta dos remédios neuroléticos, os hospitais psiquiátricos mudaram radicalmente. Hoje, muitas dessas clínicas possuem campos de esporte e salas de leitura e de jogos. Já não lembram em nada os hospícios de antigamente, que mais pareciam prisões.

Os adeptos da nova psiquiatria fazem por ignorar essa mudança para justificar sua tese contra a internação. Essa tese surgiu em Bolonha, onde foi implantada com resultados desastrosos: os doentes pobres terminavam nas ruas como mendigos.

Isso já começa a acontecer no Brasil que, tendo adotado a tal nova psiquiatria, levou à extinção de mais de 30 mil leitos em hospitais públicos. Quem tem recursos interna seus doentes em clínicas particulares, enquanto os doentes pobres morrem na rua. E isso é obra de um governo que diz trabalhar em favor dos necessitados.

Tive oportunidade de conversar com pessoas que se opõem à internação de doentes mentais e me dei conta de que nada sabem da doença e aceitam a nova psiquiatria por acreditarem que favorece aos doentes. Na verdade, a internação só tem cabimento quando o doente entra em surto e consequentemente torna-se um perigo para si mesmo e para os outros. Foi o que aconteceu no caso de Eduardo Coutinho.

Desconheço a situação por que passava sua família naquele momento, mas não resta dúvida de que o filho Daniel, que é esquizofrênico, entrou em surto. Não sei por que os pais não solicitaram atendimento médico para interná-lo, mas não tenho dúvida de que, se o tivessem feito, aquela tragédia dificilmente teria ocorrido.

Espero que esse exemplo terrível leve as pessoas refletirem melhor sobre essa questão.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Inclusão social: Usuários do Hospital Severino Lopes participam do 3º MPBJAZZ

Leonardo Boff diz que para a transformação do mundo num lugar harmônico é preciso uma mudança de
mentes e corações. Essa transformação pode ser observada em pequenas ações do dia a dia através de gestos de aceitação, inclusão do diferente e rompimento de paradigmas. Esses gestos estiveram presentes em Natal quando, nos dias 30 e 31 de janeiro de 2014, os pacientes do Hospital Severino Lopes, com o apoio de pessoas de mentes e corações abertos, puderam assistir pela primeira vez um espetáculo de Jazz: o 3º MPBJAZZ promovido pela Green Point Produções,  no Teatro Riachuelo.
A expectativa era grande! Como os portadores de transtornos psiquiátricos reagiriam a três horas de espetáculo, em cada noite, de um ritmo musical com o qual não possuíam aproximação? A realidade superou as expectativas.
Logo o primeiro show da cantora Simona Talma, representante natalense do programa The Voice Brasil, mostrou como seria a participação do grupo do hospital: alguns mais eufóricos, outros mais compenetrados e todos muito felizes com a oportunidade.

A produção no primeiro dia nos disponibilizou um espaço privilegiado bem próximo ao palco, logo nas primeiras poltronas. Foi possível uma interação com os artistas que estavam a uma curta distância do nosso grupo. Assim quando a cantora Potiguar pediu um voluntário da plateia quem rapidamente subiu? Alexandre
Magno, conhecido como Xuxa, que é sempre bem participativo nos eventos e festas do hospital. Lá estava ele no centro das atenções. Confesso, ficamos ansiosos com a sua participação. Como iria se portar? Mas ele entrou no personagem, ficou sério ignorando a cantora, conforme a melodia pedia, e ao final cumprimentou o público e voltou ao seu lugar saindo-se muito bem em sua participação especial.

Após o show de Simona, o intervalo veio embalado pelo Jazz da banda Bossa & Jazz Street Band que tocou dentro do teatro num estilo empolgante como imagino sejam o das ruas de Nova Orelans.

Em seguida foi a vez do show com artistas vindos diretamente da capital do Jazz dos EUA a banda The Ella Louis Tribute Band se apresentou com Eileina Dennis e Leon "Kid Chocolate" Brown. Nesse momento foi difícil conter a empolgação. Houve até quem quisesse dialogar com os artistas falando em inglês durante o show. Mas ao final tudo certo. E o que ficou nos corações foi o som de primeira
qualidade e a expectativa para o dia seguinte onde um novo grupo da instituição viria dando oportunidade a todos.

No segundo dia a abertura já mostrava que a capital do RN possui grandes talentos e que a noite seria belíssima: Duo Taufic impressionaram no show instrumental com clássicos da música brasileira e belas canções autorais.

Mas a noite reservava ainda mais surpresas como show contagiante da cantora Aurora Neadland que arrebatou a todos com a sua bela voz e performance instrumental. "Incrível, demais, bis" era alguns dos comentários dos pacientes presentes. Ao interpretar então "Ne Me Quitte Pas" grande sucesso musical da França os elogios só aumentaram "que voz abençoada"! Para encerrar a noite em alto estilo Germaine Bazzie brindou a todos com um apresentação primorosa.

Enfim tudo da mais alta qualidade e muito bem recebido, especialmente, por uns mais entusiasmados de
nossa turma que acompanhavam as melodias nas batidas das mãos e no batuque da garrafa de água mineral.

A cada show que participamos vai ficando um aprendizado. Não nos encaixamos em rótulos. Estamos abertos ao novo e o novo pode nos surpreender positivamente. O sair do hospital, mudar o ambiente, colocar sua mente em uma sintonia positiva, o contato com o semelhante é sem dúvida terapêutico.

Que venham mais oportunidades. E como não podíamos deixar de fazer finalizamos agradecendo mais uma vez ao gentil convite, com acesso gratuito e apoio no transporte, a Green Point Produção, especialmente a Mônica Mac Dowell e ao Cláudio com os quais tivemos um contato mais direto.

Acompanhe a seguir mais imagens do evento:















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